A Associação Portuguesa dos Arquitectos Paisagistas foi fundada a 3 de Março de 1976, através da formalização da Constituição da Associação e dos seus Estatutos no Primeiro Cartório Notarial de Lisboa. A escritura da Constituição da Associação foi assinada pela então designada “Comissão Instaladora” composta por Maria José Festas, Manuela Raposo de Magalhães, Margarida Cancela d’Abreu, Edgar Fontes, Maria João Botelho, José Marques Moreira, Alberto Vila Nova, Leonel Fadigas, João Reis Gomes, Maria Lucília Maymone, Maria Celeste Ramos, Maria Antónia Castro e Almeida, Joaquim Elias Gonçalves e Alexandre Cancela d’Abreu. A primeira Assembleia Geral da APAP realizou-se a 31 de Março de 1976 com a presença de 18 associados.

O Fernando S. Pessoa telefonou-me da Madeira, a lembrar que era altura de criar a Associação Portuguesa dos Arquitectos Paisagistas – APAP. Achei bem e disse-lhe que ia falar para o Fundo de Fomento da Habitação, onde trabalhavam a Arqta Manuela Magalhães, a Mané, de quem eu era grande admirador, as Arqtas Margarida Coruche, Graça Saraiva e Maria João Botelho. Quando lhes falei disseram-me que também estavam a pensar nisso. Disse, “então, vamos a isso”, e logo marcámos uma reunião alargada para o meu atelier, que passou a ser a Sede da Associação – APAP.”

Extracto do livro “João pela vida dentro” de João Reis Gomes. Lisboa, Mil – Movimento Internacional Lusófono

A APAP, como descrito acima, ficou assim sediada no atelier do colega João Reis Gomes, na Rua Bernardo Lima, em Lisboa. Através de um protocolo assinado com a Câmara Municipal de Lisboa em 1987, a APAP passa a ter espaço próprio e instala a sede no Palácio dos Carvalhos na Rua do Século. Em 2008 muda-se para a Calçada Marquês de Abrantes e em 2019 para a sua actual localização dentro da Tapada da Ajuda. A localização actual da APAP tem um significado simbólico especial, já que foi aqui, no Instituto Superior de Agronomia, que se deu início à formação em Arquitectura Paisagista em Portugal, com a abertura do Curso Livre, sob a orientação do Professor Caldeira Cabral, em 1942.

A 9 de Junho de 1999 é aprovado em Assembleia Geral a revisão dos Estatutos da Associação Portuguesa dos Arquitectos Paisagistas para a criação da Ordem dos Arquitectos Paisagistas. Desde então têm sido efectuadas múltiplas diligências para alcançar este objectivo, essencial para garantir a igualdade de tratamento de todos os técnicos responsáveis pela elaboração e subscrição de projectos.

A APAP, através de todas as suas Direcções desde 1999, tem vindo a lutar por este objectivo que considera ser da maior importância para alcançar equidade, tendo em conta que, no ponto 4 do artigo 10.ª da Lei n.º 40 de 1 de Junho de 2015, se lê que “os projectos da especialidade de arquitectura paisagista são elaborados por arquitectos paisagistas com inscrição na associação profissional respectiva”, que a APAP é a única associação profissional representante dos arquitectos paisagistas em Portugal, que o Instituto dos Mercados Públicos, do Imobiliário e da Construção  identifica que “os projectos de arquitectura paisagista são elaborados por arquitectos paisagistas com inscrição na Associação Portuguesa dos Arquitectos Paisagistas (cf. nº 4 do artigo 10º da Lei nº 40/2015, de 1 de Junho)” e o parecer emitido pela DGERT, que, na nossa opinião, viabiliza, e até defende, a criação da Ordem dos Arquitetos Paisagistas.

A APAP também representa a profissão a nível europeu e internacional, sendo membro da Federação Europeia dos Arquitectos Paisagistas (IFLA Europe), organização que representa a profissão de arquitecto paisagista na Europa (a Professora Teresa Andresen foi sua Presidente de 2004 a 2006). A IFLA Europe está integrada na Federação Internacional dos Arquitectos Paisagistas (IFLA), associação que representa a Arquitectura Paisagista e os seus profissionais transversalmente em todo o mundo – e onde o Professor Caldeira Cabral foi eleito Vice-Presidente em 1960, Presidente em 1962 e novamente em 1964.

A APAP é uma associação de Direito Privado que tem por fim o estudo e defesa dos interesses relativos à actividade da Arquitectura Paisagista. Por se tratar de uma entidade e de uma profissão que desempenha uma relevante função social, em Agosto de 1995 foi-lhe atribuído o estatuto de Utilidade Pública.

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Órgãos Sociais

Projecto Ordem AP